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7 de abr de 2014

Estresse, saúde e qualidade de vida



A Organização Mundial da Saúde já reconhece o estresse como uma epidemia global, atingindo mais de 90% da população do mundo.

Vários fatores podem levar ao surgimento deste quadro que, se manifestado em graus elevados, causa desequilíbrio no organismo e aumenta casos de patologias que podem inclusive serem fatais.


Com o nível de tensão elevado, o corpo sofre com grandes manifestações fisiológicas, entre elas o aumento da adrenalina no sangue, alterando os sistemas que compõem o organismo, como digestório, imunológico, circulatório e respiratório.


Quando essa tensão passa a comprometer o sono e a alimentação, é sinal de que o estresse está a um nível preocupante.


Pessoas que sofrem de estresse crônico tem 68% mais chances de desenvolver doenças cardíacas. Além disso, levantamentos garantem que o estresse aumenta o risco de desenvolvimento de cânceres e até mesmo doenças oculares.


É possível fazer a prevenção e o controle do estresse, que tem fatores desencadeantes muito similares aos da depressão. Para isso, a prevenção deve seguir as regras da OMS, que entende como saúde o bem-estar biopsicossocial e espiritual.


A recomendação é aliar lazer, trabalho, alimentação saudável, exercícios físicos regulares, descanso e sono suficientes, ambiente familiar harmonioso e espiritualidade.








Sinais

Ninguém adoece, devido ao estresse, de um dia para o outro. E o próprio corpo avisa que as coisas não vão bem, basta prestar atenção. Veja alguns sinais mais comuns:


-Sensação de desgaste constante

-Alteração de sono (dormir muito ou pouco)
-Tensão muscular
-Formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo)
-Problemas de pele
-Hipertensão
-Mudança de apetite
-Alterações de humor
-Perda de interesse pelas coisas
-Problemas de atenção, concentração e memória
-Ansiedade
-Depressão




Causas

Os chamados estressores podem ser:


-Internos: da própria pessoa, ligados a características de personalidade, como perfeccionismo, pressa, querer fazer tudo ao mesmo tempo.


-Externos: do ambiente. 

Mudanças em geral, até mesmo as positivas, desencadeiam estresse, porque exigem uma adaptação. Assim, são grandes fatores estressantes externos, por exemplo: o nascimento de um filho, mudanças profissionais (como troca de emprego, promoção, demissão), aposentadoria, mudança de casa, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas.
Mas há também os pequenos, como o trânsito, que pode acabar tendo um peso importante para muitas pessoas.

A Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveu um ranking do potencial estressante de algumas situações, sendo 100 o maior possível:


-Morte do cônjuge - 100

-Divórcio - 73
-Prisão - 63
-Morte de um parente querido - 63
-Casamento - 50
-Demissão do trabalho - 47
-Aposentadoria - 45
-Reconciliação conjugal - 45
-Gravidez - 40
-Grandes conquistas pessoais - 28
-Problemas com o chefe - 23
-Férias - 13






Como evitar e tratar

É bom lembrar que estresse todo mundo tem, mas até certo ponto. No dia-a-dia, situações diversas apresentam-se para as pessoas, que se adaptam a elas.

Algumas atitudes simples podem evitar ou amenizar o estresse:

-Dormir direito

-Cuidar da saúde
-Alimentar-se de forma saudável
-Fazer atividades físicas
-Proporcionar-se momentos de prazer
-Refletir sobre a maneira de lidar com as situações e buscar mudanças


Três procedimentos ajudam a tratar o estresse:


-Identificar os estressores

-Aumentar a resistência pessoal a ele
-Quando for possível, eliminá-lo

Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele.


No tratamento, o psicólogo ajuda o paciente a encontra formas de contornar os estressores que não podem ser  mudados.


Já os estressores internos, aqueles que são resultado de características de personalidade, requerem um trabalho maior.


Em nenhum momento deve-se lançar mão da automedicação.



Fonte: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira / Albert Einstein