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17 de out de 2013

Evolução no tratamento do câncer aumentará taxa de sobrevivência





Entre os motivos estão o diagnóstico precoce e a evolução na forma de tratamento.









O número de pacientes que sobrevivem ao câncer deve aumentar 31% até 2022 nos Estados Unidos. É o que diz o estudo feito pela Sociedade Americana de Pesquisa sobre o Câncer (The American Association for Cancer Research, AACR). Ainda segundo a pesquisa, essa porcentagem significa um salto de 13,7 milhões de sobreviventes em janeiro de 2012 para 18 milhões dez anos mais tarde. O relatório aponta para sobrevivência ao câncer de modo geral, mas, de acordo com o Dr. Ruffo de Freitas Júnior, diretor da Escola Brasileira de Mastologia, da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), os dados da pesquisa também se adéquam ao Brasil, inclusive em casos de câncer de mama. "Este fato está relacionado ao aumento do número de pacientes detectados com tumores iniciais, além do desenvolvimento no tratamento do câncer", diz
Ainda de acordo com a pesquise feita pela sociedade Americana, estima-se que 16% das pacientes já terão desenvolvido pelo menos um tumor anteriormente. Isso se explica pelo fato de que aquelas que apresentaram um tumor maligno carregam maior chance de desenvolver um segundo tumor. Em outras palavras, mulheres que tiveram câncer em uma das mamas correm um risco 10 vezes maior de desenvolver um novo câncer na mama contralateral, se comparadas às demais mulheres que nunca foram diagnosticadas.
Falando de números brasileiros, Freitas aponta que mulheres da cidade de Goiânia, tratadas em ocasiões diferentes, que tiveram câncer de mama entre 1988 e 1990, apresentaram 57% de chance de estarem vivas após cinco anos. Os dados são de pesquisa feita pelo próprio mastologista. Já para mulheres que detectaram o câncer entre 1990 e 1994, o estudo mostrou que a chance de permanecerem vivas no mesmo período de tempo foi de 65%. Por fim, para as que descobriram a doença entre 1995 e 2003, a expectativa saltou para 72%. Para o mastologista, melhores esquemas de quimioterapia, o desenvolvimento da endocrinoterapia e, mais recentemente, as terapias biológicas alvo dirigidas têm sido responsáveis por essa sobrevida.
Por outro lado, o número de casos novos de câncer de mama teve um aumento expressivo, de 75% em 1975 para quase 89% em 2012. A mudança no estilo de vida da mulher, incluindo redução do número de filhos, postergação da maternidade, aumento da ingestão de bebidas alcoólicas, alimentação inadequada com aumento do peso após a menopausa, entre outros, contribuiu significativamente para esse número. "O aumento da longevidade entre as mulheres é outro fator que deve ser considerado", explica Ruffo de Freitas Júnior.